image001

Lousã a Mexer

O programa Lousã a Mexer – Marcha e Corrida é promovido pela Câmara Municipal da Lousã em parceria com o Montanha Clube (secção de Trail e Caminheiros), Grupo de Caminheiros Terras D´Arunce, Unidade de Cuidados na Comunidade, Unidade de Saúde Familiar Serra da Lousã e Unidade de Saúde Familiar Trevim Sol.

 

Este programa visa a promoção da prática da marcha e corrida, com uma forte preocupação de promover hábitos saudáveis de vida, com o adequado enquadramento técnico.

Pretende, igualmente, desenvolver um trabalho dirigido para a saúde e bem-estar, tendo como população alvo a população do Concelho da Lousã.

 

Associado à marcha e à corrida o programa irá desenvolver/realizar um conjunto de atividades paralelas destinadas à melhoria da condição fisica dos participantes bem como ao aumento da socialização entre os diversos intervenientes.

 

O Programa Lousã a Mexer – Marcha e Corrida terá, numa primeira fase, lugar às quartas-feiras das 20h às 21h30 através da realização de caminhada ou corrida consoante a pretensão do participante.

Numa segunda fase serão realizadas outras atividades específicas destinadas a complementar a marcha e corrida que passarão por momentos de treino específico quer ao ar livre quer em piscina.

 

Os interessados poderão participar no Programa mediante inscrição no mesmo. A inscrição poderá ser realizada na Piscina Municipal da Lousã, no Setor de Desporto e Tempos Livres ou realizadas online através do seguinte link: Inscrição Online

Para mais informações poderá aceder ao site da Autarquia através do link: Lousã a Mexer – Marcha e Corrida

 


Exercício Físico aconselhado 

PRESCRIÇÃO

Sete itens para a prescrição: o tipo de exercício físico, a frequência, a duração, a intensidade, a regularidade, a progressão e a personalização.

1.Treino Aeróbico – reforço da componente cardiorrespiratória (o mais recomendado)

  • Tipo de exercício físico: caminhada, corrida, ciclismo, natação.
  • Frequência: 3 a 4 x por semana
  • Duração: 45 a 60 minutos por sessão
  • Intensidade:
    • Atividade moderada: velocidade em que se consiga manter uma conversação sem ficar ofegante.
    • Atividade intensa: intensidade elevada de tal forma que a pessoa tem dificuldade em falar (fica mais ofegante).
  • Regularidade: nunca deve ficar mais do que dois (2) dias consecutivos sem exercícios.
  • Progressão: iniciar sempre com intensidade reduzida e duração ajustada às suas possibilidades. Ir aumentando de duração e intensidade de forma gradual (ex. mês a mês.)

 

2.Treino de Força Muscular: flexibilidade e fortalecimento muscular

  • Tipo de exercício físico: exercícios em que predominam o envolvimento de uma percentagem elevada de massa muscular. Respirar normalmente. Movimentos lentos e controlados.
  • Frequência: 3 a 4 x por semana e sempre no final ou início dos treinos aeróbicos.
  • Duração: 30 minutos por sessão com repetição por exercício de 2 a 4 series de 8 a 10 repetições.
  • Intensidade: moderada a intensa.

 

 


 

O que devo saber?

  • Conhecer as contraindicações clínicas absolutas e relativas para a prática do exercício físico. Se tiver dúvidas, deve falar com o seu médico de família.
  • Conhecer os sete itens para a prescrição do exercício físico.
  • A progressão de um programa de exercício físico depende da capacidade funcional, da condição clínica, do uso de medicações, da idade e dos objetivos do programa. No geral, o programa pode ser dividido em três etapas: adaptação, progressão e consolidação.
  • No período inicial de um programa de exercício físico para a pessoa sedentária, os esforços devem ser de baixa intensidade e se possível de modo descontínuo, de forma a não causar desconforto muscular ou fadiga exageradas. A duração da sessão pode ser de apenas dez minutos, com aumento progressivo do tempo de exercício. A duração desta fase varia de acordo com a adaptação do indivíduo ao exercício, da condição clínica subjacente e da capacidade funcional prévia.
  • Após a etapa de adaptação ao exercício, podemos realizar incrementos de intensidade e duração do exercício mais rapidamente, de acordo com os objetivos a serem alcançados e com a condição clínica.
  • Após atingirmos a capacidade funcional desejada, na maioria das vezes, um programa de manutenção é traçado, podendo, contudo, haver pequenos incrementos adicionais da carga de trabalho ao longo do tempo, contemplando o potencial de melhoria da pessoa.
  • Palpar o pulso e ver se tem ou não arritmia.
  • Determinação da frequência cardíaca máxima: esta pode ser obtida de uma forma simples para o indivíduo, subtraindo a sua idade a duzentos e vinte.
  • As pessoas com uma capacidade funcional muito baixa, como os idosos, os sedentários, os obesos e os doentes cardíacos devem iniciar um exercício físico com uma intensidade de 40% da frequência cardíaca máxima, fazendo depois uma progressão lenta até atingir 60-75%.
  • Se tiver queixas inespecíficas, cansaço excessivo, tosse permanente, dor no peito, arritmia, pulsações permanentemente acima de 180 por minuto, deve consultar o meu Médico de Família para avaliação global.

 

Contra-indicações absolutas para participação de sessões de atividade física

  • Angina de Peito instável
  • Pressão Arterial Máxima (Sistólica) > 200 mm Hg ou Pressão Arterial Mínima (Diastólica) > 120 mm Hg em repouso
  • Estenose aórtica severa (gradiente sistólico de pico > 50 mm Hg com orifício de valva aórtica < 0,75 cm2no adulto)
  • Arritmia auricular ou ventricular não controlada
  • Taquicardia sinusal não controlada (FC > 120 bpm)
  • Insuficiência cardíaca descompensada
  • Bloqueio AV de 3° grau sem pace-maker
  • Miocardite ou pericardite ativa
  • Embolia (de qualquer tipo) recente
  • Tromboflebite há menos de seis meses
  • Problemas ortopédicos que se agravam com o exercício

 

Contra-indicações relativas para a prática de atividade física

  • Extra-sístoles ventriculares bigeminadas frequentes
  • Bloqueio AV 3° grau
  • Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva
  • Distúrbios neuromusculares e osteoarticulares incapacitantes
  • Estenose aórtica moderada
  • Aneurisma ventricular
  • PAce-maker de freqüência fixa
  • Insuficiência respiratória de moderada a grave

 

Documentos anexo :

Cartaz Marcha e Corrida

Folheto Marcha e Corrida

checkup2

Conceito de “Check-Up”

As consultas de “rotina” integram um conjunto de actividades preventivas, que podem ir desde um exame auxiliar de diagnóstico a um simples conselho do médico de família e/ou enfermeiro de família, englobando um conjunto de atitudes:

  • Aconselhamento sobre dieta, exercício físico, álcool, tabaco, outras drogas, stress e prevenção de acidentes;
  • Avaliação regular do peso e tensão arterial;
  • Vacinação;
  • E se necessário, análises clínicas ou outros exames auxiliares de diagnóstico.

O “check-up” indiscriminado caiu em desuso nos países desenvolvidos pela sua escassa utilidade. Na USF SL, numa consulta médica e/ou de enfermagem será avaliada a sua história clínica e familiar, feita a observação física e ponderados um conjunto de atitudes, tendo em conta o sexo, idade, história pessoal e familiar de cada doente, surgindo depois a necessidade ou não de exames.

No quadro abaixo estão indicadas as acções preventivas que devem ser efectuadas a adultos saudáveis, sem queixas e sem factores de risco, e a periodicidade com que devem ser realizados.

Versão da USF Serra da Lousã, janeiro de 2017

Avaliações a fazer na consulta

Frequência e Idade de início de avaliação nos adultos

PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÓNICAS

Hábitos tabágicos(1) Sempre que oportuno em maiores 18 anos
Peso(1) A cada 2 anos  em maiores 18 anos
Hábitos alimentares(1) A cada 2 anos  em maiores 18 anos
Hábitos alcoólicos(1) A cada 3-4 anos  em maiores 18 anos
Hábitos exercícios físicos (1) A cada 2 anos  em maiores 18 anos
Osteoporose(2) Densitometria óssea única, a mulheres maiores 65 e homens maiores de 70 anos

PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Tensão arterial(1)(3) A cada 2 anos após os 18 anos
Colesterol(2) A cada 5 anos, homens maiores de  40 e mulheres maiores de  50 anos
Diabetes(5) glicémia em jejum cada 3 anos, a partir dos 45 anos
Aneurisma da aorta abdominal (se fumador)(3) ecografia abdominal única, homens entre os 65-75 anos

PREVENÇÃO DO CANCRO

Próstrata(1)(3) Não existe consenso internacional para a realização de rastreio com PSA
Colo do útero(1)(3)(4) Mulheres cada 3 anos após duas citologias anuais normais; 25-64 anos
Mama(1)(3)(4) Mamografia em mulheres cada 2 anos dos 50 – 69 anos
Intestino-cólon(1)(3)(4) Periodicidade depende do exame; 50-74 anos

VACINAÇÃO

Vacina tétano(2) Vacinação aos 10, 25, 45, 65 anos …. (10/10 anos)
Vacina gripe sazonal(2) Anual em maiores 65 anos

Os seguintes exames não estão recomendados por rotina (“check-up”):

Rx tórax

Análises à tiróide

Endoscopia digestiva alta

Análises ao fígado

Electrocardiograma

Análises ao rim

Hemograma
 

Os exames auxiliares de diagnóstico, quando não usados de modo correcto, podem ter efeitos secundários negativos para a saúde da própria pessoa.

 

Referências:

(1)Royal Australian College of Family Practitioneres

(2)Direcção Geral de Saúde

(3)United States Preventive Services Task Force

 

(4)Plano Oncológico Nacional, Ministério da Saúde

(5)American Diabetes

thumb-medicamentos-antigripais1

Medicamentos antigripais são desaconselhados

01 dezembro 2016 Link Original

Os antigripais visam combater vários sintomas da gripe e constipação, mas a sua utilidade é duvidosa.

Os antigripais combinam várias substâncias ativas, incluindo anti-histamínicos, descongestionantes, paracetamol ou ácido acetilsalicílico, vitamina C e cafeína. Falamos de medicamentos bem conhecidos, como o Cêgripe e o Ilvico N, entre outros.

Em geral, podem ser comprados sem receita médica, mas não são recomendados, por diversas razões:

  • têm vários princípios ativos, logo o risco de efeitos adversos é maior, sem aumento de eficácia;
  • podem incluir uma substância contraindicada para o paciente, que pode tomá-la sem se aperceber;
  • existe a possibilidade de sobredosagem, se tomar outro medicamento com um princípio ativo presente no antigripal;
  • se o doente não apresentar todos os sintomas que o fármaco trata, acaba por tomar medicamentos sem necessidade;
  • a dose de certas substâncias é inferior à recomendada. Algumas combinações incluem, por exemplo, um miligrama de clorofeniramina, quando um adulto deve tomar quatro miligramas;
  • há ainda os que contêm substâncias sem eficácia comprovada, como a vitamina C.

A solução é tomar medicamentos individuais para cada sintoma. Se tiver febre, por exemplo, tome paracetamol ou ibuprofeno. Caso sofra de alergias, veja com o seu médico se precisa de um anti-histamínico. As dores de garganta, em geral, aliviam com chá morno, limão e mel. Se for mais prático, pode recorrer a um anestésico, como a benzocaína.

 

Recordamos ainda a seguinte informação:

Informação Gripe – USF Serra da Lousã

Gripe, Proteja-se – DGS / SNS

E ainda o artigo já publicado:

Tenho Gripe, e agora?